segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Confira em que escândalos esse personagem se envolveu – e sua participação em cada um

Envolvimento
O ex-tesoureiro do PT coordenava o núcleo financeiro do esquema e era o responsável pelo repasse de dinheiro aos deputados comprados pelo partido. Cabia a ele fazer os contatos com Marcos Valério para obtenção dos recursos que financiaram a cooptação de partidos para a composição da base aliada. O valor total recebido pelo ex-tesoureiro foi de 550.000 reais. Segundo o procurador-geral da República, Roberto Gurgel: "Ele integrou o grupo criminoso desde 2003, tornando-se o principal elo entre o núcleo político e os núcleos operacional - composto pelo grupo de Marcos Valério - e financeiro - bancos BMG e Rural". 

O que aconteceu
Em outubro de 2012, o Supremo Tribunal Federal condenou Delúbio por corrupção ativa no julgamento do mensalão. O “principal braço operacional” do núcleo político, na definição do ministro Joaquim Barbosa, recebeu uma pena de 8 anos e 11 meses de prisão, além de multa de 325 mil reais, pelos crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha. Delúbio, contudo, está entre os onze mensaleiros que terão direito a um novo julgamento pelos crimes em que tiveram ao menos quatro votos por sua absolvição. O crime cuja sentença será reanalisada será justamente o de formação de quadrilha. Em caso de absolvição ou prescrição, sua pena poderia cair para 6 anos e 8 meses, livrando-o do regime fechado. Decisão do STF de novembro de 2013 determinou, contudo, o cumprimento das sentenças em relação às penas que não são mais contestadas por meio dos infringentes. E Delúbio foi preso no dia 16 daquele mês. Em 20 de janeiro de 2014, passou a trabalhar como assessor da direção nacional da CUT, com salário mensal de 4.500 reais mensais. O petista deixa a cadeia durante o dia e retorna à noite.

No mesmo mês em que foi condenado pelo STF, a Justiça Federal de Minas Gerais o condenou em primeira instância por falsidade ideológica em processo relativo ao escândalo, que analisava a denúncia de operações irregulares de empréstimo entre o banco BMG e o PT. A partir de uma denúncia de "gestão fraudulenta e falsidade ideológica" feita pelo Ministério Público, a Justiça considerou que o banco liberou ao PT 44 milhões de reais em empréstimos simulados. 

Foi expulso do PT em outubro de 2005, na esteira do escândalo - e chegou a se afastar da ribalta política, ainda que por pouco tempo. Em julho de 2011 foi readmitido nos quadros partidários do PT, numa estratégia adotada pelo partido para limpar a imagem dos envolvidos no esquema, com vistas ao julgamento no STF, que se aproximava. No ano seguinte ao estouro do mensalão surgiram indícios de que Delúbio tinha ligações com a máfia dos vampiros - que desviava dinheiro destinado pelo Ministério da Saúde à compra de hemoderivados. Foi condenado, em 2007, a devolver 164.700 reais ao governo de Goiás. Delúbio recorreu e perdeu: em março de 2012, o STJ confirmou a condenação. O valor refere-se aos salários de professor que ele recebeu do estado entre 1985 e 2006. Nesse período, ele se licenciou do cargo para prestar serviços ao seu sindicato em Goiás. Mas abandonou a tarefa e mudou-se para São Paulo, onde montou o valerioduto. No ano de 2010 o Ministério Público descobriu que uma ONG fundada por ele há mais de 25 anos, o Instituto Nacional de Formação e Assessoria Sindical (Ifas), desviou 3 milhões de reais que deveriam ter sido aplicados em cursos de capacitação de agricultores.

Atualizado em 20/01/2014

Ligações 
A cada escândalo, uma rede de contatos

http://veja.abril.com.br/infograficos/rede-escandalos/perfil/delubio-soares.shtml?scrollto=conteudo-rede

Nenhum comentário:

Postar um comentário